Primeiro de tudo, acho importante postar o relato do parto, para que se saiba como o nosso bebê chegou ao mundo, nos colocando de vez no mundo da maternidade/paternidade.
Desde que o parto domiciliar me foi apresentado, pelo irmão do meu obstetra, ele se tornou uma vontade muito grande para mim. Fui desenvolvendo a
ideia por bastante tempo, e apresentando isso pro Tomas. No entanto, ele sempre achou que lugar de parir é em hospital.
Logo no início da gestação, decidi frequentar as reuniões do Nascer Sorrindo, e levei o Tomas comigo, sob o argumento de que “o parto vai ser em casa, queiras tu ou não. Tens a possibilidade de aceitar e participar do nascimento do teu filho, ou perder isso tudo por causa da tua teimosia e preconceito.” Ele foi e saiu de lá convencido de que era o melhor, virando inclusive um defensor ferrenho de humanização do parto e de parto domiciliar.
E assim foi a gravidez inteira: nossa casa estava preparada, estávamos só esperando o Rafael decidir, afinal, se é ele quem vai nascer, a decisão é dele.
Durante os 9 meses, li, me informei, chorei lendo relatos de parto e pensando no meu. Achava engraçadas várias descrições, inclusive pensava que algumas eram meio fantasiosas (tipo o barulho que se ouve quando estoura a bolsa), mas curtia muito isso, ficava mentalizando pro Rafa aprender como é que ele ia chegar.
Eu tinha pavor de hospital, pavor da
ideia de parir lá e do que fariam com o Rafa. Todas as vezes em que meu obstetra viajou a partir do 6º mês de gestação, eu só pensava: “Rafa, quem escolhe tua hora és tu, mas escolhe uma em que o R. esteja aqui, pode ser?”
E ele foi esperando, esperando, e eu chegando já à 41ª semana de gestação. Sabia que no meu caso poderíamos ir até a 43ª semana, por conta de um ciclo menstrual longo, mas eu estava
efetivamente ansiosa, queria saber como era entrar em
TP. Tive algumas ameaças, mas nada
efetivo. Uma
contraçãozinha mais
dolorida, algumas
indolores, e assim íamos.
No dia 18/10, fui tomar banho, e chamei o Tomas para tomar comigo. Eu gostava disso. Ficamos no chuveiro conversando, ele fazendo massagem... Até que senti que minha pressão tinha baixado um pouco, e saí do chuveiro, fui me secar e deitar um pouco. Depois disso, me senti um pouco quente, e fui medir a temperatura: 38,3ºC. Nada de tão preocupante, mas também não era de se ignorar uma febre às vésperas da 41ª semana de gestação.
O Tomas ligou pro R., conversaram e a orientação foi de eu ir ao hospital, o R. estava lá atendendo uma paciente e já dava uma avaliada.
Eu enrolei, jantei, pensei e liguei pra ele: “Eu preciso mesmo ir pro hospital? Eu não quero ir”.
Ok, ele veio até minha casa. Conversamos, e ele disse que era mais prudente irmos, até porque ele poderia me pedir exames pra ver se havia alguma infecção ou algo com o Rafael.
Eu aceitei. Antes de sair, ainda olhei pra todos e perguntei, num misto de esperança e medo: “Não preciso levar as coisas do Rafael,
né?” (Tinha a esperança de que talvez fosse a hora dele e medo de que minha febre acabasse em
cesárea). A Z., com toda calma, respondeu que não, que se fosse o caso alguém buscaria depois. Mentalmente, praguejei a resposta, mas
ok.
Fomos nós para o hospital. Chegando lá, a calma da Z., do R. e do Tomas não me deixava pensar onde eu estava. Ele pediu os exames, explicou tudo, disse que fariam o tal do
cardiotoco pra ver se havia algum problema com o Rafa, mais exames de sangue e urina, e que se desse tudo
ok eu teria alta às 6 da manhã do dia seguinte.
Eu estava aliviada. Mas ainda irritada. No dia seguinte, às 13h, eu tinha marcada uma eco, pra ver se estava tudo bem (afinal, estávamos praticamente na 41ª semana). Na eco anterior, o médico veio com um papo de que o Rafa já estava com 3,200kg (com 36 semanas), que isso era muito, que ele ainda ia ganhar mais 1kg até o fim da gestação, que ele era muito grande,
blablabla, e perguntou umas 4 vezes se eu tinha certeza de que queria parto normal. Controlei a irritação e respondi sim todas as vezes. Pensar em fazer outra eco e ouvir isso tudo de novo me irritava muito. Mas, enfim.
Eis que estamos nós no hospital, aquele entra e sai de gente pra fazer exame. Depois de tudo feito, tentei dormir. Às 4h da manhã, acordei com dores já conhecidas:
contrações. Comecei a
monitorar, e vi que elas estavam bem próximas umas das outras (de 3 em 3
min, às vezes 4 em 4
min) e durando de 30 a 40s. Chamei o Tomas: tá, ligamos pro R.? Ele, achando que não era nada: não, Lúcia, espera que é ansiedade. Como a coisa não passava, eu liguei. A orientação foi acompanhar e ligar caso houvesse alguma alteração.
Uma enfermeira entrou no quarto pra ver como eu estava (acho que o R. ligou pra lá). Ficou ali por meio minuto, mexendo na minha barriga, e concluiu brilhantemente que não, eu não estava em trabalho de parto. Depois, outra enfermeira, 1cm de dilatação, mas eu não estava em trabalho de parto (Resposta mental: não, não estou, tu é que estás!).
Perto das 6h, saíram os resultados dos exames, tudo
ok. Ou seja, eu estava com febre, não se sabe porque, mas não havia causa aparente. E aí veio a pior parte: como não se sabia a causa, e eu possivelmente estava em trabalho de parto, não podia ter alta.
Ótimo, pois não precisaria fazer a eco. Péssimo, pois eu estava dentro de um hospital.
Eu ainda tinha ioga aquele dia, precisava avisar a
doula. Sabia que ela acordava
supercedo pra levar o filho no colégio, e mandei uma mensagem pro celular avisando algo do tipo “vamos nos ver hoje, mas é pra conhecermos o Rafa, acho”.
Durante a manhã, o Tomas teve que sair e fiquei sozinha no quarto. A essa altura, as
contrações já estavam bem
fortinhas, e eu tentava fazer o que dava pra aliviar. Sentava em lugar baixo, que aliviava, ia pro vaso, que era onde doía menos. Quando a
MJ chegou e entrou no quarto, alivio!!! Minha
doula estava comigo. Foi só ela chegar que passei o relatório: já fui várias vezes ao banheiro, já vomitei e as
contrações estão fortes, quero ir pro chuveiro. E lá fomos nós. Eu só ficava de quatro ou ajoelhada, com água caindo nas costas, e pensando: “que
tri, então é assim!”
Em pouco tempo, ouvi a porta do quarto se abrir, e a porta do banheiro também. E uma voz muito conhecida nos
cumprimentou: era o R.. Tá, agora eu
tava mais tranquila. Ele simplesmente nos avisou que iríamos trocar de quarto (eu bem que achava o que estávamos meio pequeno, mal tinha espaço pra cama, onde é que eu ia parir?!
Quando saí do chuveiro, vesti a
camisolinha e me senti uma prisioneira. Já estava com pulseira e camisola, vestida e etiquetada, pronta e cumprindo todas as
regrinhas que o circo impunha.
Já estava também resignada e aceitando o fato de que eu respeitava tanto, mas tanto, mas tanto o meu filho que eu esperei até a hora em que ele decidiu estar pronto, e isso também incluiria o lugar. Se ele escolheu o hospital, eu não iria dizer o contrário. Até porque, àquela altura do campeonato, eu não conseguia me ver saindo dali pra ir pra casa. Andar de carro não era uma possibilidade.
Fomos para o outro quarto, e em pouco tempo estávamos todos lá: eu, Tomas,
MJ, R..
Ops, mas faltava a parteira. A toda hora, eu pensava “
cadê a Z.?”. Mas eu sabia (pois tinha conversado com ela no dia anterior) que quarta-feira ela trabalhava pela manhã, então eu estava esperando a tarde para ver se ela chegava.
No quarto maior, baixou a adrenalina, e a
ocitocina foi tomando conta. Assim que cheguei no quarto, olhei
pras pessoas e disse: eu preciso vomitar. R. e
MJ ficaram felizes, e disseram o que eu sabia, mas não queria ficar pensando pra não me iludir: isso é sinal de que o útero estava dilatando. As
contrações pioravam, ficavam próximas, a noção de tempo ia embora. Eu ia do vaso pro chuveiro e pra cama. Às vezes, rebolava um pouco em pé. Em alguns lances de lucidez, lembrava do medo/tensão/dor e tentava relaxar tanto quanto possível.
Curioso que várias coisas se passavam pela minha cabeça. Eram pensamentos do tipo “ah, então esse é o homem de vidro”, quando eu via o R. quase que alheio ao que acontecia, simplesmente esperando; ou “ah, então aqui é que eu me desespero?”, “ta, eu não perdi tampão, a bolsa não estourou, isso ta certo?”, “Tomas
Edson, isso é muito
tri, mas dói pra caramba!”.
Lá pelas tantas eu já
tava meio que agoniada. Eu queria saber, afinal, a que pé andávamos. Talvez percebendo isso, ou por pura
coincidência, o R. pediu pra fazer um exame de toque. Eu estava no vaso, esperando uma
contração pra ir pra cama. Fui me limpar e vi uma coisa bem
gosmenta no papel. Olhei pra
MJ, que confirmou a minha suspeita. Aquele era meu tampão saindo. Peguei nele, pra ver como era, e disse algo do tipo “ah, tu é que és o tampão?!” (nota mental: sim, eu possivelmente estava
surtando).
A
MJ, felicíssima, disse que aquilo era tampão de 7cm, e eu pensei como é que ela sabia isso. Mas não
tava a fim de perguntar. Fui pra cama. O toque foi feito, o R. dando mil informações que simplesmente não faziam o menor sentido pra mim. Lembro só de que o bebê estava alto e da frase que quase me deu um
treco. Começou ele com um “a pior das hipóteses...”. Sério, nessa
fração de segundo eu pensei em todas as coisas ruins que poderiam acontecer, e quis
momentaneamente ficar surda, pra não ouvir. Daí ele completou: “... é de 7 pra 8cm”. Sério? Tudo isso? Gente, e eu que já
tava pensando que
tava longe e não ia aguentar... Mas
ok, falta pouco (?) agora,
vamo que
vamo.
Em seguida, vieram colher minhas digitais (maldito hospital), e veio uma
contração bizarra. Na hora, eu soube o que era, e quando ouvi um “
ploct”, eu pensei: “cara, é verdade, faz esse barulho”. Falei pra
MJ que a bolsa tinha estourado, como se isso não fosse evidente, e ela disse “É, eu ouvi”. Senti aquela coisa quente escorrendo. Em seguida, levantei pra ir pro banheiro, olhei pra cama e vi o que eu tinha certeza que era
mecônio. E dei graças a Deus por serem eles a estarem ali comigo.
Continuei no revezamento cama-vaso-chuveiro. Lá pelas tantas, eu no vaso, de onde enxergava a porta do quarto, vi alguém entrando: era a Z.. Nossa, não sei se alguma vez na vida ver uma pessoa me trouxe tanto alívio. Eu não sabia disso até então, mas eu
tava com medo de que ela não chegasse, de que não viesse. Logo eu, que no início da gravidez queria que o parto fosse só com o R., porque não queria mulher nenhuma presente (problemas com a mãe, vocês aparentemente foram resolvidos em 9meses).
Agora
tava todo mundo ali, o Rafa podia chegar a hora que quisesse.
Nessa hora o bicho já
tava pegando mesmo, e eu alternava entre vocalizar e respirar entre as
contrações. A respiração me ajudava a poupar energia, eu não sabia o quanto ainda demoraria, e estava sem comer há muito tempo, por receio de vomitar de novo ou fazer
cocô durante o expulsivo.
Volta e meia, a Z. vinha ouvir o coração do Rafael, ou pedia pra eu avisar quando começasse e terminasse a
contração. Eu simplesmente vocalizava, até porque “começou” e “terminou” eram palavras difíceis.
Às 15h, mais um toque. Sei do horário porque perguntei depois, na hora eu até olhei pro relógio, mas metade das informações foram embora. 8 pra 9cm, Rafael descendo e na posição. Alívio. (Também depois, descobri que no primeiro toque ele ainda estava girando pra ficar na posição, e que esse segundo toque foi fundamental pra saber que realmente tudo ia dar certo e ele não travaria – nem eu).
Lá pelas tantas, eu olhei pro R. e disse que eu não aguentava mais. A resposta dele foi quase o que eu esperava, ele disse que a única solução era analgesia, e que pra isso precisava chamar o anestesista, e pra isso precisava mais um toque, que seria feito em meia hora. Inconscientemente, o que eu queria era isso mesmo: avisar pra ele que o bicho
tava pegando, mas pedir pra ele me enrolar e não me anestesiar. Z.,
MJ e Tomas caprichavam na massagem, e eu tentava me controlar. R. pediu pra eu trocar de posição, pois na cama era mais doído mesmo. Perguntei se podia ir pro vaso (vai que nasce ali?!), ele disse que se ali eu me sentia melhor eu podia sim.
Incrivelmente, o vaso era o melhor lugar. Água quente nenhuma me trazia o alívio que sentar no vaso trazia.
Alguém estava sempre comigo, olhando. De vez em quando, a Z. ouvia o coração do Rafa, às vezes pedia pra eu avisar das
contrações (depois ela disse que é porque eu ficava tão quieta que ela achava que tinha travado o trabalho de parto).
Em algum momento, o R. pediu pra fazer o outro toque. E eu pensava que eu não saía daquele vaso nem f*
dendo. Mas daí eu senti uma coisa extremamente bizarra: senti uma força que me fez me mexer como se fosse uma mãe de santo baixando alguma entidade. Os ombros contraindo pra frente e pra trás, e uma sensação estranha. Ouvi a Z. dizendo que eu
tava ensaiando uns puxos e pensei que se
tava assim, então eu deixava fazer o toque. Mas perguntei se dava pra ser em outro lugar que não na cama, porque não via a menor possibilidade de me deitar. Disseram que podia ser de cócoras, e foram preparar o Tomas pra me apoiar. Tudo pronto, eu só precisava conseguir um intervalo entre duas
contrações pra percorrer os menos de 5m que me separavam do Tomas. E, creiam, isso era difícil.
Antes do toque, a Z. pediu pra eu me apoiar na cama e fez alguma coisa. Eu só senti ela apertando o meu quadril. Não tenho a menor noção da utilidade daquilo, mas me deu um alívio tão, mas tão grande, que eu pensei em perguntar porque é que ela não fazia aquilo durante todo o trabalho de parto.
E lá fui eu me agachar. O R. pediu pra eu fazer força durante a
contração, e eu fiz. Quando ele pronunciou o “10cm, bebê baixo, se esforçando dá até pra ver”, eu queria
efetivamente pular de alegria. Mas, diante da impossibilidade, eu me contentava em me concentrar, agora
tava no fim.
Não demorou muito para as
contrações darem definitivamente lugar aos puxos. Vinha uma vontade incrível de fazer muita força. Eu me concentrava pra não me contrair, respirava e vocalizava. E ficava ali, esperando o próximo. Não tinha mais dor, só espera. Entre um puxo e outro, eu levantava, sentava, descansava. A
MJ disse que a cabeça
tava apontando, e me sugeriu colocar a mão pra sentir. Nossa, a melhor coisa do mundo até então.
Eu perguntei se era cabeludo, ao que o R. respondeu que sim, bem
loirinho, praticamente um dinamarquês que deveria se chamar
Lars. Ri um pouco, até porque eu sou morena, e o Tomas é negro, o que meio que
inviabilizaria aquela descrição. Mas o bom humor do R. era muito bom.
Em seguida, senti algo que eu sabia que era o círculo de fogo. Tudo queimava, eu sentia isso, e sentia nitidamente que o Rafael
tava bem perto. Consegui sentir quando ele descia mais e mais. E também consegui sentir quando tudo, absolutamente tudo, parou: não tinha mais dor, pressão, mais nada. Olhei pra frente e vi meu filho nas mãos da Z..
Naquele instante, todo o mundo parou. E, se não parou, simplesmente não tinha a menor importância, porque eu tinha parido o meu filho. No momento, local e da forma que ele escolheu. Eu simplesmente deixei e obedeci.
Infelizmente, por estarmos em um hospital, o cordão teve que ser cortado em seguida, ele sofreu tantas intervenções quanto possível (até mesmo por causa do
mecônio), mas em seguida
tava comigo.
Eu tive um
sangramento um pouco maior do que o esperado, o que me rendeu 6h em observação, mas com o Rafa o tempo todo comigo.
Em seguida fomos os 3 pro quarto, já tinha me alimentado, pude tomar banho, descansar. Dormir era impossível pra mim, tamanha a felicidade. Achava um saco ter soro e tudo o mais, mas
tava conformada.
No fim das contas, agradeci ao Rafael por ter escolhido o hospital, porque aquele
sangramento, em casa, talvez fosse mais complicado de administrar, e traria pavor pra mim e pro Tomas. Aceitei, resignada, que parir no hospital não foi tão horrível quanto eu pensava, e teve até seu lado bom. Talvez essa seja eu querendo arrumar uma desculpa pra não me sentir frustrada, mas a frustração não me traria nada de bom, então prefiro encarar dessa forma.
O Rafael teve a chegada mais
respeitosa que poderia ter, apesar do hospital. Em 1 semana, já tinha recuperado o peso de nascimento (3,520kg, ao contrário do que previu o maldito médico da eco), e ganho mais 200g e 2,5cm. E está bem. É um bebê até agora calmo, tranquilo, esperto. Dividi o quarto do hospital com uma
guria que fora
cesariada porque assim o médico decidiu, com 38 semanas e 2 dias. Ouvir as barbaridades que ela contava a respeito do parto dela fazia com que eu e o Tomas nos olhássemos, aliviados pela nossa escolha e apavorados por ela.
Tudo correu relativamente bem, na medida do que estava sob o nosso controle e dependeu das nossas decisões. E estar ali, com quem estávamos, fez com que as coisas corressem bem.
Agradeço infinitamente:
Ao R., por ter sido um homem de vidro. Eu sabia que ele estava ali pro que eu precisasse, sem que ele tivesse que intervir o tempo todo. Foi um
gentleman durante todo o tempo, me fez rir, me aliviou, não me deu analgesia.
À
MJ, minha amada
doula, pelos 8 meses de conversas, chá, incentivo. Por estar comigo, me cuidando, me fazendo massagem, curando das dores do corpo quando eu precisei. E, acima de tudo, por ter curado as minhas feridas da alma, tendo me
possibilitado me
desvencilhar dos meus problemas de relacionamento com mulheres.
À Z., por ter me amparado, me dado
bronca por causa do peso, me aconselhado durante a gestação, e por ter sido os braços que primeiro ampararam meu filho nesse mundo. Tenho certeza que ser amparado por alguém tão querida certamente ajudará o Rafael a ser um bom menino.
Ao Tomas, por ter estado comigo o tempo todo. Pelas palavras de incentivo durante o trabalho de parto. Por ter perguntado, com cara brava, “tu não queres mesmo aquilo,
né?”, depois da minha manha pedindo analgesia. E, acima de tudo, pelo Rafael, melhor coisa de nossas vidas, nosso amado filho.
E, quase fora de contexto, ao
Roger, meu amigo mais que querido, por ter um dia me dito que tinha um irmão ginecologista e obstetra que atendia partos humanizados e domiciliares, e que, mesmo diante do meu “mas isso é um absurdo!” me explicou e me colocou no caminho que culminou com o parto da forma como aconteceu.
A vocês, especialmente, todo o meu amor e agradecimento.
Às
gurias da lista
partonosso, meus sinceros agradecimentos por tudo o que pude aprender durante toda a gestação.
Fizeram toda a diferença pra que eu tivesse segurança e tranquilidade.
A Deus, não menos importante, por simplesmente me dar a vida e me dar o Rafael.