Desde que engravidei, tanto eu quanto o Tomas passamos por
mudanças significativas em nossos comportamentos.
Eu, especialmente, vi ruírem conceitos que até então eu
tinha. Achava que bebê era manhoso e tinha que se adaptar ao mundo, que afinal
ele devia mesmo era ser independente. Tinha medo de uma criança manhosa e
birrenta.
E daí, num 19 de outubro, ele chegou, e tudo mudou. Já no
hospital, ele dormiu comigo. Deitei ele na cama comigo e fiquei. Saiu de lá no
sling. E eu estava decidida, desde então, a amamentar exclusivamente até os 6
meses e a não desgrudar dele.
Nos primeiros dias em casa, ficamos com medo de machucá-lo e
colocamos o bebê para dormir no berço. Ele acordava de hora em hora para mamar
e eu amanhecia esgotada. Um dia, viajamos para a praia e lá não tinha berço, o
Rafa dormiu na nossa cama. Acordou 2 vezes pra mamar. Desde então dorme
conosco.
Vejo que criá-lo por perto, com carinho, atendendo às
necessidades dele, torna-o um ser feliz, um indivíduo indepentente, esperto,
ativo. Ele não chora por manha, chora quando tem alguma necessidade.
E mama. Tem 7 meses e se alimenta basicamente de leite
materno. Quando voltei a trabalhar, ele veio pro escritório comigo, porque
tinha que mamar. Agora tá começando a se alimentar, alguns dias fica um tempo
com o pai, mas eu ainda amamento, e vamos assim enquanto ele quiser mamar.
Não anda em carrinho, anda de sling grudadinho em nós, e
fica feliz com isso. Vemos que ele cresce, se desenvolve bem. É notadamente
seguro, gosta de pessoas, não estranha ninguém.
E adora beijo, carinho, abraço.
Vejo crianças por aí meio apáticas, que não gostam de gente,
têm medo de tudo e de todos, são inseguras.
Vejo adultos por aí
meio apáticos, que não gostam de gente, têm medo de tudo e de todos, são
inseguros. Geralmente são eles que criam as crianças acima.
Eu e o Tomas, aqui do nosso cantinho, criamos o nosso filho
com amor e apego. Ele tem amamentação em livre demanda, cama compartilhada,
sling e carinho. E não demanda mais do que precisa. E cresce de uma forma linda
e tranquila.
Isso, pra nós, é o que importa.
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