E, entre trabalho, Rafa, aula e conversas, eu vi que não consigo mais ser passiva. Preciso fazer alguma coisa pelos outros. Pelas outras. Preciso colocar pra fora o que está aqui para, quem sabe, alguém ler. Se uma única mulher ler isso e se encorajar, se uma única criança tiver um nascimento um tiquinho melhor pelo que vir aqui, se algum ser nesse universo pensar e utilizar algo do que leu aqui, eu já estou feliz, pois estou tentando fazer a minha parte.
Depois do nascimento do bebê, eu vi que não só o parto teria que ser bancado: TODAS - todas mesmo - as decisões que eu e o pai dele tomamos foram alvo de algum tipo de questionamento. Isso acontece com todas as mães, claro, e é complicado. Foi um tal de "menino mama mais, tu não vai aguentar e vai dar mamadeira", "ele é assim (assim como, meu Deus, ativo?!) porque não usa chupeta", "fralda de pano vai cozinhar o pinto dele", "tá muito grande", "tá pequenininho", "mas nem farelinho ele come?", "quando vai começar com suquinho?", "posso dar água?", que às vezes eu achava que ia gritar até não poder mais.
Mas, enfim, são quase 6 meses de amamentação exclusiva, fralda de pano, sem chupeta, um bebê feliz, alerta, esperto, tranquilo, inteligente, bem alimentado.
E assim vamos nós.
Eu, particularmente, sabia que não seria fácil a amamentação exclusiva. Não por mim, mas pelos outros. Mostrar peito na TV o tempo todo é lindo, mulher fruta e topless são o máximo, mas a mulher alimentando um filho é indecente. Eu, graças a Deus, nunca enfrentei nenhuma situação em que alguém me dissesse para não amamentar, mas muitas vezes o ato chamou atenção, até mesmo porque o Rafa é um bebê grande e aparenta ter mais do que os seus quase 6 meses.
Mas sempre tive a certeza de que, até os 6 meses, o único alimento que meu filho receberia seria meu leite. E tenho a intenção de que até 1 ano o único leite que ele receberá será o meu (sem leites artificiais ou de vaca ou outro bicho, que afinal ele é um humaninho, não um bezerrinho). Ele já andou provando frutinhas, mas nada pra alimentar, só pra provar. A alimentação a valer é só depois dos 6.
E ele tá aí, grandão! Quase 9kg de pura gostosura. O leite sustenta, alimenta. Ele não tem fome. E leite não é só comida, né? Ele ganha leitinho, colinho, amor, cheiro, essas coisas que todo mundo gosta. E é pra isso que eu quero manter a amamentação até quando ele não quiser mais.
Aos que me apoiaram pra que eu amamentasse, obrigado. Aos que tinham suas dúvidas, aí está a resposta. E, aos que tinham a certeza que eu não conseguiria, o meu maior agradecimento: vocês foram em grande parte os responsáveis por eu conseguir!
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